Independência ou sorte?

Enfim a independência, 2 de julho é a data máxima sob diversos aspectos, para os Baianos.

Diria o poeta ser baiano mas não ser brasileiro, mas o que dizer dos que fizeram do futebol um tudo pra esta pobre nação?

Afinal o Brasil saiu vitorioso, pela brevidade de uma produzida frustração com os "garotos" mágicos da seleção que representaram o Brasil no torneio mundial de futebol na Alemanha. Vitória por um país que parece não se cansar de desaprender com suas vitórias, estando no momento de compreender o porquê das suas derrotas. Sem chegar ao final, as dores são mais suportáveis, ficamos pelo caminho na copa, mas não na história, pois a independência comemora mais uma vitória: A Bahia vive, a seleção ficou com as pernas bambas, mas os Brasileiros, ah os Brasileiros, não se cansam de sonhar com as estrelas, enquanto seu chão o abençoa nesta terra primeiramente chamada Vera Cruz, minha ilha, minha sorte. 



 Escrito por JURI às 21h57
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O costumeiro descaso ao espaço virtual em que posso escrever o que quiser, reflete o tom descasual com tudo o que não me faz falta. Não que deixe de escrever, pois faço por instinto, não por sobrevivência, ainda que me convençam: o instinto é a autopreservação em movimento, recoloco-me na condição de adestrado pra falar do que me inquieta, mais do que instrui e, mesmo me corroendo, isto constrói a essência do dizer a mim mesmo, todo dia, na engenharia do cotidiano, que me refaça, sempre.  

 Escrito por JURI às 20h55
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Nos primeiros meses do ano fica sempre redundante se falar do que quiser e vier a imaginar, pois todo assunto leva inevitavelmente a Sexo, Drogas e Rock'n roll. Embora não me sinta isento da tríade globalizada, acanho-me de emitir opiniões para, como diria meu velho amigo Zé Antonio, não ferir susceptibilidades (em português pra lá de erudito ). Apesar da dívida com meu diário eletrônico, virtual, hipermultimidiático, retorno à ativa com um tema do mês de março, sempre recorrente, merecedor de exageradas defesas e tempestuosas manifestações de apreço e dedicação para com a causa, pois falar de março sem falar na mulher, corresponde a esquecer da mãe, da avó, da irmã, da namorada, da esposa, da amiga – há quem não acredite em amizade entre um homem e uma mulher – ou até mesmo devotar uma pequena lembrança, no caso dos que nasceram de chocadeira. Assim, esquivo-me ali e acolá, para falar desse alvo da triangular maquinação da atualidade, lendo as notícias e vivendo de perto, também, pelo que passam as mulheres quando relacionadas a SDR. Recente relatório da ONG Médicos sem fronteiras assinalam que ¾ das mulheres entre 12 e 40 anos, portanto em idade sexualmente ativa, foram violadas, mutiladas ou molestadas de alguma maneira em países africanos vitimados por conflitos internos civis ou guerras inter-étnicas nos últimos anos, por exemplo, a Libéria, o Quênia e a Nigéria. No Sudão, talvez muitas mulheres não queiram saber o que é “enfibulação”, prática ainda existente, absurdamente, mas que é substrato de uma cultura repugnante. Mas se cairmos na tentação de comentar tal situação e relacioná-la com miséria, subdesenvolvimento, fome e tudo o mais que atribuem às nações africanas, escorregaremos pelo equívoco de desconhecermos que recentes pesquisas permitem inferir sobre um recrudescimento da violência contra a mulher em países ditos do “primeiro mundo”, na Europa e América do Norte. Tais informações chegam com grave constatação, a de que abaixo de 20% dos casos registrados, o agressor era desconhecido, isto é, a violência é doméstica, está na vizinhança ou nas comunidades das quais se faça parte. No link Drogas, aí companheiras não precisamos sequer da estatística, mulheres, comparativamente, não só um número cada vez maior está recorrendo às drogas, lícitas e ilícitas, como também estão consumindo em quantidades cada vez mais elevadas. No item Rock’n Roll, a parcela de prejuízo feminino fica por conta da confirmação do título mulher-objeto pra muita gente da fama, da arte, das cifras e de tudo o mais que possa ser moda, haja vista a passagem do “roqueiro” Grana ou Vox pelo país, quando patenteou nas suas apresentações em terras-brasilis, magnetizar uma jovem na platéia e serpenteá-la pelo palco como uma bonequinha de controle remoto, representando olhares, amassos e otras cositas más. Gostaria de homenageá-las, Mulheres, mas a situação é tão espinhosa, num mundo machista, racista, classista, que tenho o dever de ser, antes de qualquer coisa, solidário convosco. Afinal, pior que enfrentar tudo isso que tá aí, talvez seja encarar uma cólica menstrual, portanto solidário estarei nesse 08 de março, amadas, amigas e companheiras.

Façam uma visita em http://jcdomingos.uolk.com.br/

JC/



 Escrito por JURI às 20h07
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Em verdade escrevo pra mim mesmo, um certo

prazer Lispectoriano de ser incompreendido, ou...

 

Pra não dizer que não falamos de NATAL, segue um

nascimento que não aceita ausências, portanto...

 

 

E aquele som renascentista nunca mais ouvido,

sequer um curto acorde a acariciar minh’alma,

nem essa luz acesa a alumiar meus olhos,

sem o clarão da vida,

 

Mas esta chama ascende do meu corpo inteiro a

aumentar a sede da minha calma ouvinte.

 

Sem o menor passo de um ser canteiro, a

juntar pedaços de um novo dia,

nessa turba infame a me ceder um clame,

daquela força alheia que se debate sempre em

reclusa calmaria.

 

(H)amalas dos meus tempos,

a carregar cristonho um sonho a menos.

Verve ampla de um reclame inteiro a encher a mágoa,

mas sem agonia.

 

E cá preciso ser poeta pra dizer que lá se vai

mais um dia, despedaçado outeiro no piu da noite,

um grito de alegria.

 

Já não sou infante pra associar o queiro a uma voz

de fundo, garganta ao meio. Sou de mundo e gente

que não tem sossego, se consome inerte ao sonho

desse brio, cara espera de uma luz no furo,

iminente clarão de que está tudo escuro.

 

Chance de buscar ser si mesmo todo o tempo:

Incrível ser tantos, tanto tempo, com tanto tempo sem

conseguir ser a si mesmo.

 

Só se representa o que verdadeiramente se é,

poissois a representação do outro, é apresentar-se... represente-o.

 Escrito por JURI às 23h51
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Certos dias atendo com mais disposição a esse "dispositivo hipertextual proposicional", ao que parece puro senso pernóstico desse que vos tecla, mas ambiente de informática está inserido, cada vez mais, nas redes de computadores, e assume sua natureza abstrata numa ordem de grandeza que cheira a "no control", e desordem é sempre mais que conceitual. Fica a esperança de ser e gerar acontecimentos nesses modestos rizomas inter-relacionais, subtrações culturais de uma tradição oral, disseminada com a escrita e, agora, hipermidiaticamente, vem a se constituir como fator de produção.

Fiquei surpreso, fiquei mesmo, ao ler a notícia de existirem contabilizações afirmando que o cybercrime já fatura mais alto que o narcotráfico. Agora, situar-se numa sociedade que se propõe, ou se introjeta de valores informacionais, numa perspectiva que não se anula, ou ao invés disso, se afirma mais intensamente ainda, ao compreendermos que o trabalho é a real fonte geradora de riquezas em qualquer organização coletivamente produtiva, descontrói possibilidades criativas e criadoras: Deus, numa metáfora ocasional, deve estar furioso.

Para Nietzsche, havia razão na metafísica da vontade de Schopenhauer, então o coração pulsante do universo era um ímpeto cego, desprovido de finalidade, eternamente sofredor, porque eternamente carente. Não vamos dar a mínima para as ilusões consoladoras, pois a ciência, a religião ou a moral seriam capazes de responder à eterna pergunta pela razão de ser e pelo sentido da existência humana no mundo. Nem pela razão especulativa, nem pela via da ciência, a religião ou a moral justificariam a existência do universo e a razão da existência humana. Daí uma compreensão: “só como fenômeno estético torna-se justificada a existência do mundo”. Nascimento da tragédia. Assim o foi com os gregos ao dominar o caos de seus impulsos para transfigurar em beleza os horrores da existência.

Ao caracterizar também nossa época, modernismo e pós-modernismo, nas suas ausências de unidade de traço essencial de toda verdadeira cultura que é expressa em  todas as manifestações da vida de um povo, assemelha-se mais, diria Nietzsche, a “uma barbárie civilizada”.

Vou ter que figurar a unidade de sentido manifestada na virtuose plástica de uma tela do grande artista espanhol Joan Miró(1893-1983), para aliviar sua náusea, também?

Les amoreaux du parque güell - Os amantes do parque güell



 Escrito por JURI às 22h02
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